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Filipa

em 15/07/15


O post de hoje tem de começar com uma ressalva: para mim, Filipa é o nome perfeito. Acrescento, porém, que não pretendo convencer-vos do mesmo, até porque a popularidade atual é algo que não me agrada nadinha e até já pensei em lançar uma campanha de desincentivação da sua escolha como segundo nome. 

Eu explico: Filipa é um nome popular em Portugal mas, felizmente, nunca se aproximou do topo do ranking e o seu melhor resultado foi em 1994, quando ficou colocado na 19.ª posição, com 733 registos. Desde então, tem sido cada vez menos escolhido e, em 2014, ocupou a 53.ª posição, sendo alvo de 146 registos. O problema é que, como segundo nome, ultrapassou a marca dos mil registos, sendo usado em mais de cem combinações diferentes, podendo ser considerado um segundo nome altamente previsível, a par de Sofia. Feitas as contas do número de registos como primeiro e segundo nome, foi o 9.º nome feminino mais registado em 2014. O lado positivo da coisa é que, muito possivelmente, destas mil e tal meninas, poucas serão tratadas por Filipa!

O uso de Filipa em Portugal remonta à Idade Média. D. Filipa de Lencastre foi rainha consorte entre 1387 e 1415 e, desde essa altura, é fácil encontrar registos de Filipas mas, na primeira metade do século XX, não era comum; foi reaparecendo em 1960 e, entretanto, estabeleceu-se como um clássico contemporâneo. 

Filipa e Filipe têm origem no grego Phílippos e significam "amigo do cavalos". Sei que a minha opinião não pode ser considerada isenta, mas acho mesmo que é um nome muito bonito, com uma sonoridade fresca e jovial, e acho que vai continuar a usar-se nas próximas gerações. Pessoalmente, adoro os diminutivos Lipa e Pipa - sim, admito que toda a gente gosta de fazer brincadeiras com a palavra pipa, mas sempre as considerei inofensivas! 


O que pensa do seu nome?

em 08/04/14


Sinto-me fascinada por todos os nomes, na generalidade, mas aquele que me é mais querido é, sem sombra de dúvidas, o meu. Apesar de já ter feito um post sobre o meu nome, vou tentar resumir:

Quando me perguntam, digo que me chamo Filipa. É assim que me identifico, é a forma de tratamento com que me sinto serenamente confortável. Acho-o um nome bonito, absolutamente normal, que não me rotula, à partida. É um nome tradicional português, talvez menos internacional do que eu gostaria. Aprecio o facto de ser propício a diminutivos - também respondo com frequência a Lipa e a Pipa, e aos diminutivos dos diminutivos, Lipinha e Pipinha. Para o meu pai, sou quase sempre Ana Filipa, o que faz com que tenha muito carinho pelo conjunto. Profissionalmente, sou muitas vezes Ana, que era o nome da minha bisavó. Acho-o muito doce e delicado e identifico-me com o seu significado - "graciosa". Acho que o meu nome se adapta a mim na perfeição: tenho a delicadeza da Ana e a diversão de Filipa.

Como é que vocês vêm o vosso nome? O que é que pensam dele?

Filhos dos famosos brasileiros - Ella Felipa

em 10/05/11

Há uns dias perguntava se a moda de Filipa, influenciada pelo casamento real, poderia estender-se ao Brasil. Não é que acredite que tenha sido o caso - o nome já poderia estar escolhido com muita antecedência - mas é mais uma Felipa que nasce num país que não vê o nome com bons olhos. 
O actor Fábio Assunção foi novamente pai, e a menina chama-se Ella Felipa, vindo fazer companhia ao irmão João.

Ao ler tantas revistas cor-de-rosa, não dá para escapar: acho que ele namorou com a Cláudia Abreu, uma das primeiras celebridades a escolher o nome Felipa para a sua filha...

Filipa anda nas bocas do mundo!

em 02/05/11


Se as revistas cor-de-rosa andam encantadas com a irmã de Kate Middleton os blogs sobre nomes andam encantados com o nome da irmã de Kate. Ok, não deixa de ser uma boa técnica para receber mais visitas, mas a verdade é que só se fala em Philippa e Pippa. O nome torna-se cada vez mais associado à realeza, o que me leva a acreditar que vai ser mais e mais usado pela chamada classe média.
Em Portugal, Filipa é um nome comum q.b... Acham que o fenómeno se fará notar nos nascimentos dos próximos meses? 
E no Brasil, onde o nome é amplamente rejeitado, será que contribuirá para uma mudança de opinião? Curiosamente, a jovem inglesa chama-se Filipa Carlota, uma combinação que nunca me tinha ocorrido!

Ana Filipa

em 14/03/11


Hoje debruço-me sobre o meu próprio nome, que adoro! 

A combinação Ana Filipa foi registada 32 vezes em 2013. Coisa pouca, se tivermos em conta que Ana foi o 7.º nome mais usado em meninas em 2013 e que Filipa foi o 43.º;  menos ainda se pensarmos que Filipa foi o 3.º segundo nome mais usado, estando presente em 1238 combinações! Possivelmente, o cenário seria outro na década de 80, quando eu nasci... 

  • O começo
Sempre tive uma relação ambígua com o meu nome completo que, registe-se, tem 5 palavras e 28 letras. Durante a minha infância, nunca me chamavam pelo primeiro nome, tanto que alguns dos meus primos  desconheciam a sua existência. Eu era sempre chamada pelo meu segundo nome - ou melhor, pelo  diminutivo ou  hipocorístico. E a vida corria-me bem. Até que fiz cinco anos.

  • A percepção errada do meu próprio nome
Creio que já o contei aqui: quando entrei para a escola primária, achava que o meu nome era uma invenção dos meus pais, porque na minha turma havia alguns meninos com a versão masculina do nome, mas nenhuma menina. Invenção ou cópia de invenção, porque havia uma senhora na TV que também tinha o mesmo nome. Fosse como fosse, não me agradava particularmente. 
O começo da escola primária também correspondeu ao momento em que comecei a ser associada ao meu último nome - e se eu não gostava do meu nome próprio, não haveria quem me fizesse gostar do meu apelido  e foi nessa altura que desenvolvi uma espécie de rejeição às minhas 28 letrinhas. 
Eu só queria ser Joana, Tânia, Liliana ou Mariana, um desses nomes que eu sabia que eram de menina - havia tantas à minha volta! E queria um apelido simples, curto, que eu não fosse obrigada a soletrar três vezes por dia, porque ninguém o sabia escrever. Claro que não partilhava com ninguém estas inquietações - já então eu sabia que gostar de nomes/fixar nomes/analisar nomes não era uma coisa muito valorizada.

  • Eu e as outras
Quando passei para o quinto ano, mudei de escola e foi nessa altura que tudo se alterou. Em cada turma havia pelo menos uma menina com o nome igual ao meu. Não igual, igual, o primeiro nome costumava ser diferente, mas afinal eu não andava sozinha pelo mundo. Nem eu, nem a tal senhora da TV, nem uma rainha que entretanto eu descobrira e que já era a minha rainha preferida de todos os tempos. 
Este sentimento de pertença deve ter durado uns belos dois dias. Porque logo de seguida, desenvolvi um feroz sentimento de posse. Se antes eu era a única com aquele nome, depois eu era apenas uma entre muitas. E isso implicava ser chamada por nome+apelido. Aterrorizante.

  • A valorização do primeiro nome
Já no secundário, foi a vez do meu primeiro nome ganhar destaque. Não só um, mas dois professores preferiam chamar-me pelas três letrinhas apenas. E pela primeira vez na vida, até fazia sentido, mesmo quando tinham de chamar três ou quatro vezes até que eu percebesse que estavam a falar comigo. 
Tal como fez sentido que, anos mais tarde, durante o meu estágio profissional, todos me chamassem Ana.

  • A versão pindérica do diminutivo do meu nome, que acabou por pegar
Na universidade, o meu segundo nome foi transformado pelas minhas amigas num hipocorístico copiado das revistas cor-de-rosa, que pouco me agradava mas que servia para me diferenciar de outra grande amiga com o mesmo nome. E uma distracção deu origem a uma nova versão do meu apelido e desde então, respondo orgulhosamente às minhas amigas com um nome totalmente diferente do meu nome verdadeiro.


Hoje em dia, adoro o meu nome. O significado faz-me sorrir (a que gosta de cavalos), a percepção que dele existe nos outros países deixa-me um pouco desanimada, mas eu não o trocaria por nada. E é muito raro recomendá-lo, porque gosto dele só para mim. 
O meu nome é Ana Filipa.